A Roupa Nova do Rei


A Roupa Nova do Rei
/ um conto para meditar.

Um bandido, se fazendo passar por um alfaiate de terras distantes, diz a um determinado rei que poderia fazer uma roupa muito bonita e cara, mas que apenas as pessoas mais inteligentes e astutas poderiam vê-la. O rei, muito vaidoso, gostou da proposta e pediu ao bandido que fizesse uma roupa dessas para ele.

O bandido recebeu vários baús cheios de riquezas, rolos de linha de ouro, seda e outros materiais raros e exóticos, exigidos por ele para a confecção das roupas. Ele guardou todos os tesouros e ficou em seu tear, fingindo tecer fios invisíveis, que todas as pessoas alegavam ver, para não parecerem estúpidas.

Até que um dia, o rei se cansou de esperar, e ele e seus ministros quiseram ver o progresso do suposto “alfaiate”. Quando o falso tecelão mostrou a mesa de trabalho vazia, o rei exclamou: “Que lindas vestes! Você fez um trabalho magnífico!”, embora não visse nada além de uma simples mesa, pois dizer que nada via seria admitir na frente de seus súditos que não tinha a capacidade necessária para ser rei. Os nobres ao redor soltaram falsos suspiros de admiração pelo trabalho do bandido, nenhum deles querendo que achassem que era incompetente ou incapaz. O bandido garantiu que as roupas logo estariam completas, e o rei resolveu marcar uma grande parada na cidade para que ele exibisse as vestes especiais. A única pessoa a desmascarar a farsa foi uma criança: “O imperador está nu!”. O grito é absorvido por todos, o imperador se encolhe, suspeitando que a afirmação é verdadeira, mas mantém-se orgulhosamente e continua a procissão.

A roupa nova do rei (br) / As roupas novas do imperador (pt) é uma conto de fadas de autoria do dinamarquês Hans Christian Andersen, e foi inicialmente publicado em 1837.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Sobre Evertoncout

Disigner e ilustrador contatos: 91341404 email: evertoncout@gmail.com

Publicado em 10 de janeiro de 2012, em Literatura e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Se alguém se perguntasse o porquê dos nobres e demais pessoas fazerem vista grossa aos caprichos reais, há várias explicações: covardia, vaidade e, tão grave quanto, o medo de parecer impopular.

  2. A parábola de Andersen é atualíssima em nossos tempos: o rei está nu. Falta apenas uma criança honesta detectar a mentira das roupas invisíveis do rei.

  3. É,falta só alguém de coração puro detectar a mentira das roupas invisíveis do Rei.É como está escrito “A humildade precede a honra.”Mas é difícil ser humilde quando se quer mais a honra.

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